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Introdução ao uso de psicodélicos com fins terapêuticos

Conteúdo

1Módulo 1: Introdução ao uso de psicodélicos com fins terapêuticos

O módulo apresenta os psicodélicos e percorre seus usos tradicionais e ancestrais, em sociedades pré-capitalistas e não capitalistas, e a interação humana com fungos e plantas professoras. No século XX, aborda a síntese do LSD; o Ocidente branco experimentando a “carne dos deuses”; as pesquisas com substâncias psicodélicas (CIA, universidades, profissionais de saúde mental e movimentos sociais de juventude); a influência dos psicodélicos na arte e na cultura; e o proibicionismo. Trata ainda do renascimento psicodélico do século XXI e dos principais centros de pesquisa da atualidade; da redução de danos em festas e festivais (breve história, construção dos manuais e dos princípios de suporte a crises induzidas por psicodélicos, autonomia dos usuários e suporte entre pares, drug checking e o cenário internacional e nacional dos coletivos); das questões legais (medicalização e proibicionismo nas convenções da ONU, temas jurídicos do uso terapêutico, liberdade cognitiva e busca pelo bem-estar, contracultura na saúde, tratamento normativo dos psicodélicos, contextualização das substâncias, fundamentos da regulamentação de cada uma — pesquisa e prescrição — e desregulamentação das smart drugs); e das questões bioéticas no uso de psicodélicos (liberdade de investigação científica; justiça, diversidade e equidade no movimento psicodélico; cautela e prudência na divulgação dos potenciais benefícios), com a proposta de um referencial latino-americano de bioética para o campo psicodélico. Conceitos-chave: psicodélicos; usos tradicionais; pesquisas científicas; proibicionismo; contracultura; redução de danos; aspectos legais; liberdade cognitiva; bioética; diversidade; equidade.
  • Introdução ao uso de psicodélicos com fins terapêuticos

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  • Usos tradicionais e ancestrais de psicodélicos

  • Psicodélicos no século XX

  • O Renascimento Psicodélico do século XXI

  • Redução de danos e psicodélicos

  • Questões legais do acompanhamento e suporte de pessoas que usam psicodélicos

  • Questões bioéticas nas políticas de drogas e no uso de psicodélicos

2Módulo 2: Terapia psicodélica

O módulo debate o uso terapêutico de diferentes substâncias psicodélicas: a fenomenologia da experiência psicodélica e o estado da arte das teorias que buscam compreendê-la; a psicofarmacologia dessa experiência e as hipóteses neurofisiológicas sobre seu efeito terapêutico; e os principais modelos de psicoterapia aliada ao uso de psicodélicos. Apresenta as pesquisas clínicas e os resultados terapêuticos da psicoterapia aliada ao uso de psilocibina, LSD, MDMA, ibogaína e ayahuasca, além do uso de psicodélicos por pacientes com doenças graves; estudos recentes sobre o uso da música na terapêutica psicodélica, com pistas para a construção de repertório e o manejo musical; as principais pesquisas sobre crises induzidas por psicodélicos, sua classificação e as formas de suporte; e a análise ética das pesquisas com psicodélicos, com uma introdução à bioética clínica. Conceitos-chave: psicofarmacologia; psicoterapia aliada ao uso de psicodélicos; pesquisas clínicas; música e psicodélicos; crises psicodélicas; bioética.
  • Introdução e apresentação do módulo II

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  • Fenomenologia da Experiência Psicodélica

  • Modelos de psicoterapia aliada ao uso de psicodélicos

  • Psicofarmacologia clínica das substâncias psicodélicas.

  • Neurobiologia e hipóteses dos potenciais terapêuticos dos psicodélicos

    01:08:47
  • Bioética e Clínica Psicodélica

  • Psicodélicos e Doenças Graves

  • Psilocibina

  • LSD e MDMA

    59:51
  • Ibogaína

    01:02:47
  • Ayahuasca

    59:20
  • Cetamina

    59:40
  • A música na terapêutica psicodélica (parte 1)

    01:01:10
  • A música na terapêutica psicodélica (parte 2)

    01:00:32
  • Experiências psicodélicas desafiadoras e manejo terapêutico

    01:01:06

3Módulo 3: O processo de integração na experiência psicodélica

O que é a integração psicodélica? Este módulo se dedica ao aprofundamento do processo de integração das experiências psicodélicas. Para isso, trabalha a epistemologia do termo e os diversos conceitos ligados a ele, como set, setting, sitting, droga e matrix. Discute os espaços para o trabalho de integração — a clínica; o Sistema Único de Saúde e seu histórico (Reforma Sanitária, Reforma Psiquiátrica e constituição das RAPS); a redução de danos; e a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares — e o papel da redução de danos na preparação e na elaboração das experiências psicodélicas. Contextualiza os fatores históricos, ambientais e antropológicos que influenciaram e seguem influenciando a construção cosmológica da perspectiva latino-americana da terapêutica psicodélica, a partir de um resgate das práticas ancestrais e comunitárias, com base na antropologia da saúde. Apresenta um estudo de caso de integração psicodélica em uma clínica de abordagem transpessoal, com ferramentas adjuntas que apoiam a elaboração e a integração das experiências; discute os fenômenos anômalos e seu papel nesse processo; e apresenta o projeto da APB TRIP — Terapeutas em Rede pela Integração Psicodélica. Conceitos-chave: integração; SUS; Reforma Psiquiátrica; Reforma Sanitária; PNPIC; PICS; TIP; set; setting; sitting; matrix; anomalística; fenômenos anômalos; fenômenos paranormais; TRIP — Terapeutas em Rede pela Integração Psicodélica.
  • Introdução e apresentação do módulo

    04:37

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  • Conceito de Integração - Epistemologia

    28:16
  • Set, setting e matrix

    45:19
  • Terapêutica da Integração Psicodélica - SUS, PNPIC, PICS, TIP, RD

    01:01:05
  • A perspectiva latinoamericana da terapêutica psicodélica (Parte 1)

    01:02:03
  • A perspectiva latinoamericana da terapêutica psicodélica (Parte 2)

    52:43
  • Experiências anômalas na clínica de integração psicodélica (Parte 1)

    40:28
  • Experiências anômalas na clínica de integração psicodélica (Parte 2)

    45:28
  • TRIP - Terapeutas em Rede pela Integração Psicodélica

    20:59

4Módulo 4: O fenômeno da microdosagem como o processo de exploração de doses baixas a partir do paradigma psicodélico

Este módulo aborda o fenômeno da microdosagem no contexto do renascimento psicodélico do século XXI, a partir do paradigma psicodélico. Ao longo do percurso, aprofunda um conjunto de conceitos: o que é microdose de psicodélicos, seus regimes de ingestão e dosimetria, as modalidades de uso e os efeitos atribuídos à prática e sua representação na mídia; a centralidade da explicação farmacológica e a importância de compreender a microdose como processo de exploração dos psicodélicos em doses baixas; alguns indícios históricos dessa exploração; a distinção entre os paradigmas e as consequências epistemológicas da abordagem psicodélica; a justificativa, no campo da filosofia da ciência, para a defesa dessa abordagem a partir de uma ontologia do ser social; e a representação do fenômeno como elemento mediador dos resultados da prática. Também apresenta uma revisão crítica de pesquisas recentes; o efeito placebo, o risco e a segurança na prática de microdoses e minidoses; os possíveis mecanismos de ação — o argumento da neurobiologia, o da psicodinâmica e a criação de dispositivos como elemento de mediação dos resultados da prática de microdosagem (GEM-APB); e as práticas de experimentação em grupo e o uso de psicodélicos na clínica de integração, a partir da construção de roteiros de acompanhamento e das práticas de redução de riscos e danos. Por fim, a partir de uma abordagem crítica, discute a tese da “terceira onda psicodélica”, uma interpretação sobre a incorporação dos psicodélicos à cultura ocidental. Nesse sentido, aborda as controvérsias na comunidade psicodélica sobre a difusão da microdosagem como expressão do processo de mercantilização dos psicodélicos, com seus desdobramentos econômicos, políticos e culturais; o processo de medicalização dos psicodélicos; a expropriação cultural; e as polêmicas sobre a busca da microdosagem como mecanismo para aumentar a produtividade do trabalho. O eixo analítico do debate é o renascimento psicodélico à luz das tendências contemporâneas da sociedade capitalista, situando a particularidade do Brasil e da América Latina como economias dependentes dos países centrais. Conceitos-chave: microdose e minidose de psicodélicos; abordagem farmacológica e psicodélica; gestão autônoma de psicodélicos e medicalização; roteiros e protocolos de acompanhamento terapêutico; redução de riscos e danos; clínica de integração; mercantilização dos psicodélicos; expropriação cultural; capitalismo dependente e indústria dos psicodélicos.
  • Introdução e apresentação do módulo

    11:43

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  • Breve história do fenômeno da microdosagem e a centralidade da abordagem farmacológica

    39:39
  • Uma abordagem alternativa para o fenômeno: a microdosagem a partir do paradigma psicodélico

    45:56
  • A hipótese da microdose e os possíveis mecanismos de ação

    58:38
  • Os processos de exploração de doses baixas: da gestão autônoma à clínica de integração das experiências com psicodélicos

    01:07:02
  • O fenômeno da microdosagem e as tendências do capitalismo contemporâneo no contexto de revalorização das substâncias psicodélicas (Parte 1)

    41:23
  • O fenômeno da microdosagem e as tendências do capitalismo contemporâneo no contexto de revalorização das substâncias psicodélicas (Parte 2)

    01:12:15

Silmara de Hollanda Montenegro

JULIANA AMERICO DAINEZI SANTOS

Muito bom!

FABRICIO MAXIMILIANO DA SILVA

Sofia Pureza

Amanda de Souza Gee

Haiany Javorski Cabral

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